O Varroa e a varroatose: o que é isso?
Cécile de Produits-Veto
Técnica de farmácia ·

A saúde das abelhas está hoje no centro das preocupações apícolas e, entre as principais ameaças que pesam sobre elas, a Varroa destructor ocupa um lugar central. Este parasita está na origem de uma doença temível: a varroose. Mas afinal, o que é a varroa? Como atua? E quais são as consequências da varroose nas colmeias? Façamos o ponto sobre este flagelo que afeta a quase totalidade das colónias europeias.
O que é a Varroa destructor?
A Varroa destructor é um ácaro parasita externo, originário da Ásia. Propagou-se pela Europa ao longo do século XX e está hoje instalada em quase todas as colmeias.
Este minúsculo parasita fixa-se no corpo das abelhas adultas, mas sobretudo nas larvas e nas ninfas, que parasita alimentando-se da sua hemolinfa (um líquido vital nos insetos). Esta extração enfraquece as abelhas e favorece a transmissão de numerosos vírus, entre os quais o vírus das asas deformadas.
O que é a varroose?
A varroose é a doença provocada pela infestação da colónia de abelhas pela varroa. Manifesta-se de várias formas:
- Enfraquecimento generalizado da colónia,
- Aparecimento de malformações nas abelhas jovens,
- Diminuição da produção de mel,
- Possível colapso da colmeia em caso de forte infestação.
Não se trata, portanto, de um simples incómodo, mas sim de uma patologia grave, que exige vigilância e tratamento rigorosos.
Como reconhecer uma colmeia afetada pela varroose?
Os sinais não enganam. Em caso de varroose:
- Pode observar abelhas com as asas atrofiadas ou deformadas,
- A colónia parece menos ativa,
- A cria apresenta anomalias,
- A taxa de mortalidade aumenta.
Além disso, o teste da queda natural de varroas sobre uma placa engordurada permite medir diretamente a infestação. Recomenda-se vigiar regularmente o estado das colmeias, sobretudo no final da época apícola.

Que tratamentos existem contra a varroose?
A luta contra a varroose assenta numa abordagem combinada. Não existe um remédio milagroso, mas várias soluções permitem controlar a população de varroas.
1. Os tratamentos naturais
Estes tratamentos são frequentemente utilizados na apicultura biológica. Entre eles encontram-se, nomeadamente:
- O ácido oxálico: a vaporizar ou a gotejar,
- O ácido fórmico: utilizado em difusão lenta,
- O timol: princípio ativo de certos óleos essenciais.
Estas substâncias devem ser utilizadas com precaução e em condições precisas (temperatura, momento do ciclo da colmeia).
2. Os tratamentos medicamentosos
Substâncias ativas como:
- Flumetrina,
- Amitraz,
- Cumafós,
estão disponíveis sob a forma de tiras, soluções ou géis. Algumas requerem receita veterinária. É essencial respeitar as indicações do fabricante para evitar qualquer resíduo no mel e preservar a eficácia do produto.
Na Produits-Veto.com, encontrará uma gama especializada de soluções contra a varroose, tais como:
- VarroMed (ácido fórmico + oxálico),
- Apiguard (timol),
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Por que é importante tratar regularmente?
A varroa desenvolve-se rapidamente, em particular durante os períodos de cria abundante. Sem intervenção, uma colónia fortemente infestada pode desaparecer em poucos meses.
Assim, recomenda-se:
- Vigiar regularmente a pressão parasitária,
- Tratar em momentos estratégicos, nomeadamente após a colheita e no inverno,
- Variar os métodos para evitar resistências,
- Renovar as rainhas com estirpes mais resistentes.
Tem dúvidas? – FAQ
A varroa é visível a olho nu?
Sim, a varroa é visível. Mede cerca de 1 a 1,5 mm e tem uma forma oval avermelhada. Fixa-se frequentemente no abdómen ou entre os segmentos torácicos das abelhas.
É possível erradicar totalmente a varroa?
Não. Atualmente, é impossível fazê-la desaparecer por completo. O objetivo é manter a sua população num nível baixo, para evitar o aparecimento da varroose.
Em que altura tratar contra a varroose?
Os tratamentos são mais eficazes após a última colheita, quando a colónia ainda está ativa, e no inverno, quando não há cria.
Em conclusão, a varroa e a varroose representam uma ameaça constante para as colónias de abelhas. Para preservar a saúde das suas colmeias, é necessária uma abordagem rigorosa: vigilância, tratamentos adequados e prevenção são os pilares de uma apicultura sustentável.
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